Depende. A Shineray é uma empresa grande e de verdade, com fábrica em Pernambuco e a 3ª marca de motos mais vendida do Brasil em 2025. O problema está no pós-venda: no Reclame Aqui, consultado em 17/10/2026, ela aparece como “Regular”, e só 43% dos clientes que avaliaram voltariam a fazer negócio.
Nota geral: 5,8/10 (avaliação editorial; média dos seis critérios abaixo)
Menor preço visto: a SE1, de 2.000 W, sai a partir de R$ 15.990 (preço público sugerido no site da Shineray, em 17/10/2026, frete não incluso). Na loja online da marca, nesse mesmo dia, SE1, SE2 Retrô e PT2XS apareciam como “fora de estoque”, então a compra hoje passa pela concessionária. Preço sujeito a alteração.
Ver motos elétricas no Mercado Livre · Alternativas de outras marcas: scooters elétricas de 2.000 W na Amazon
Como avaliamos: ficha técnica do fabricante, Reclame Aqui, Fenabrave e reportagens datadas; não testamos fisicamente. Atualizado em 17/10/2026.
Quem é a Shineray e onde fica a fábrica
A Shineray do Brasil (CNPJ 12.482.805/0001-06) monta motos no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. Segundo a página institucional da marca, a fábrica pode produzir até 300 mil unidades por ano e é a única do segmento de duas rodas fora da Zona Franca de Manaus.
O tamanho é real. Em 2025, a marca emplacou 130.600 motos, com 5,94% do mercado, e ficou em 3º lugar, atrás de Honda e Yamaha, segundo dados da Fenabrave citados pelo Motonline em 04/06/2026. De janeiro ao início de junho de 2026, foram 62.201 unidades.
Só que quase todo esse volume vem das motos a combustão, como a SHI 175 e a Jet 125. A linha elétrica é pequena e vem encolhendo: em fevereiro de 2026, o canal Mobilidade, de Paulo Magalhães, noticiou a suspensão da SE1 e da SE2 na loja online; em agosto, a marca lançou a SE2 Retrô.
Reputação no Reclame Aqui: o que os números mostram
No vídeo, o canal Mobilidade apresenta a SE2 Retrô, a elétrica mais nova da marca. Os números abaixo são da página da Shineray do Brasil no Reclame Aqui, consultada em 17/10/2026. Eles valem para a empresa inteira, não só para as elétricas.
| Indicador (Shineray do Brasil) | Últimos 6 meses (01/04 a 30/09/2026) | 2024 inteiro |
|---|---|---|
| Reputação | Regular, nota 6,2/10 | Boa, nota 7,0/10 |
| Reclamações recebidas | 911 | 656 |
| Respondidas | 95% | 100% |
| Resolvidas | 69,5% | 73,4% |
| Voltariam a fazer negócio | 43% | 54,7% |
| Nota do consumidor | 4,46/10 | 5,65/10 |
| Tempo médio de resposta | 23 dias e 7 horas | 20 dias e 10 horas |
A tendência é de piora. A marca responde quase tudo, mas em seis meses de 2026 recebeu 911 queixas, quase as 971 de 2025 inteiro, e a nota caiu de “Boa” em 2024 para “Regular” em 2025 e 2026. Esperar 23 dias por uma resposta é muito para quem está com a moto parada.
Nos últimos três anos, os problemas mais citados foram produto com defeito (13,9% das reclamações), problema mecânico (11,4%), recorrência de problemas (10,3%), mau atendimento (7,5%) e peças de má qualidade (6,2%). Descumprimento de prazo e falta de peças aparecem logo atrás.
Garantia, concessionárias e assistência

O ponto forte da Shineray elétrica é a rede. Em 17/10/2026, o localizador do site da marca reunia cerca de 970 endereços cadastrados, entre concessionárias, assistências técnicas e revendas de peças, em todo o país. É uma vantagem clara sobre marcas só de elétricos, que costumam ter poucas lojas.
A garantia é a lacuna. Em 17/10/2026, não encontramos no site da Shineray, nas fichas da SE1, SE2 e SHE-S nem no texto de lançamento da SE2 Retrô, o prazo de garantia do veículo ou da bateria. Antes de pagar, peça os dois prazos por escrito, separados, porque a bateria de lítio é a peça mais cara da moto.
Também vale perguntar se a loja da sua cidade atende elétrica. Nem toda concessionária de moto a combustão tem técnico para motor e controlador elétricos. Mostramos o custo de trocar a bateria em quanto dura e quanto custa a bateria de moto elétrica.
Características avaliadas: as notas por critério
Nota de 0 a 10 por critério, com base nas fontes citadas; a nota geral é a média simples.
Saúde da empresa: 8/10. Fábrica própria, 3º lugar em vendas em 2025 e crescimento em 2026.
Reputação: 5/10. “Regular” no Reclame Aqui, com 69,5% de solução e 43% de clientes dispostos a voltar.
Garantia e assistência: 6/10. Rede grande, mas sem prazo de garantia publicado no site.
Disponibilidade: 4/10. Loja online sem estoque das elétricas em 17/10/2026; compra só na concessionária.
Ficha técnica: 6,5/10. Bateria de lítio removível, freio a disco e espaço para uma segunda bateria.
Preço: 5/10. A SE1 sugerida a R$ 15.990 contra R$ 12.303 da Tabela Fipe 0 km de julho de 2026, segundo o Tabela Fipe Brasil. Dá margem para negociar.
Os modelos elétricos da Shineray e quanto custam

Em 17/10/2026, o site da Shineray listava três motos elétricas e scooters menores. As fichas abaixo são as do fabricante; a autonomia é a declarada e cai com peso, ladeira e velocidade alta. O modelo PT3 é avaliado a fundo em a Shineray PT3 é boa?.
| Modelo | Motor | Velocidade máxima | Bateria | Autonomia declarada | Preço sugerido (17/10/2026) |
|---|---|---|---|---|---|
| SE1 | 2.000 W | até 59 km/h | lítio 60 V 23,4 Ah, removível | até 60 km | R$ 15.990 |
| SE2 Retrô | 2.000 W (pico 2.400 W) | até 60 km/h | lítio 60 V 23,4 Ah, removível | até 60 km | R$ 16.990 |
| SHE-S | 3.000 W | até 75,5 km/h | LiFePO4 72 V 35 Ah, removível | até 80 km | R$ 16.490 |
| PT2XS | 1.000 W | até 32 km/h | íon-lítio 48 V 15 Ah, removível | até 30 km | R$ 7.290 |
Preços públicos sugeridos pela Shineray, frete não incluso e sujeitos a alteração. A SE1, a SE2 e a SHE-S aceitam uma segunda bateria. A recarga leva de 6 a 8 horas na SE1, de 8 a 10 horas na SE2 Retrô e de 3 a 5 horas na SHE-S.
Fique atento à SHE-S: ela segue no site, mas não tem página na loja online, e o canal Mobilidade levantou em novembro de 2025 o provável fim das vendas. Confirme o estoque na concessionária antes de se programar.
Precisa de CNH para andar de Shineray elétrica?
Sim, nas três motos. SE1, SE2 Retrô e SHE-S passam de 50 km/h, o teto do ciclomotor na Resolução 996 do Contran. Por isso, entram como motoneta ou motocicleta: exigem CNH categoria A, placa e licenciamento, e a ACC não basta. Explicamos a diferença em ACC ou CNH categoria A para moto elétrica.
A PT2XS é outro caso. Com 1.000 W e 32 km/h, ela bate nos dois primeiros limites do autopropelido, que dispensa CNH. Mas a ficha da Shineray informa largura de 750 mm, acima dos 70 cm da regra. Se não for autopropelido, ela vira ciclomotor (até 50 km/h), que exige ACC ou CNH categoria A, placa e licenciamento. Peça à loja a classificação que vem no documento antes de pagar.
Prós e contras da Shineray elétrica
| Prós | Contras |
|---|---|
| Fábrica própria e 3º lugar em vendas no Brasil em 2025 | Reputação “Regular” no Reclame Aqui, com tendência de piora |
| Rede com centenas de lojas e assistências | Só 43% dos clientes voltariam a fazer negócio |
| Bateria de lítio removível e espaço para a segunda | Prazo de garantia não publicado no site |
| Freio a disco nas duas rodas na SE1 e na SE2 Retrô | Loja online sem estoque das elétricas em 17/10/2026 |
Alternativas à Shineray elétrica
Se você quer uma scooter elétrica mais potente e topa tirar a CNH, compare com a Watts W125, que tinha preço sugerido de R$ 15.992 em 12/10/2026, abaixo da SHE-S. A análise completa está em a Watts W125 é boa?. Preço sujeito a alteração.
Se a ideia é fugir da habilitação, o caminho é o autopropelido de até 1.000 W e 32 km/h. Reunimos os modelos à venda em 10 motos elétricas sem CNH que valem a pena. E se alguém oferecer uma Voltz barata, leia antes por que não recomendamos a Voltz em 2026.
Ver motos elétricas sem CNH no Mercado Livre
Perguntas frequentes
A Shineray elétrica é boa para trabalhar com entrega?
Para entrega curta, sim, com ressalvas. Os 60 km declarados por bateria encolhem com carga e ladeira; a segunda bateria ajuda, mas custa à parte. Se o trabalho é só no bairro, compare com as bicicletas elétricas para entregador.
Shineray tem peça de moto elétrica?
A marca tem rede de peças, mas “falta de peças” aparece entre as queixas do Reclame Aqui. Pergunte o prazo da bateria e do controlador antes de comprar.
Vale comprar uma Shineray elétrica usada?
Pode valer: a SE1 2022 valia R$ 8.023 na Fipe de julho de 2026, segundo o Tabela Fipe Brasil. Teste a bateria antes, como mostramos em o que conferir numa moto elétrica usada.
Podemos receber comissão se você comprar pelos links, sem custo extra para você.