Por três meses, quem pegava patinete em Campo Grande não tinha o que escolher: era um aplicativo só. Desde sexta-feira, a cidade tem dois, e a primeira pergunta de todo mundo é a mesma: qual sai mais barato?
A resposta, pelas contas publicadas até agora, é que a recém-chegada cobra mais. Segundo o Correio do Estado, em reportagem de 03/10/2026, a Whoosh entra 48,8% mais cara que a JET. Reunimos os números, as regras que já valem e o que deve acontecer quando a fase de teste acabar.
A segunda empresa chegou na sexta, dia 2
De acordo com o Capital News, em 02/10/2026, a Agetran autorizou a Whoosh a operar na cidade com 980 patinetes, num período de teste de 90 dias. A mesma reportagem informa o desbloqueio de R$ 0,90 e o minuto “a partir de R$ 0,49”, nas palavras da fonte.
A operação começa por seis regiões, ainda segundo o Capital News: São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano. Quem mora fora desse mapa, por enquanto, não tem a Whoosh por perto.
Se você chegou agora no assunto, vale ler antes o que a cidade já decidiu sobre a calçada em a lei de Campo Grande para patinete.
Concorrência na rua não significa, automaticamente, viagem mais barata.
Na ponta do lápis: 10, 20 e 30 minutos em cada app
O Correio do Estado (03/10/2026) fez a comparação que todo usuário faria no ponto. A JET cobra R$ 0,33 por minuto. Nas simulações do jornal, uma viagem de 10 minutos fica em cerca de R$ 4,29 na JET e R$ 5,80 na Whoosh.
Com 20 minutos, a diferença cresce: R$ 7,59 contra R$ 10,70. Em meia hora, R$ 10,89 contra R$ 15,60, segundo o mesmo levantamento. Ou seja, quanto mais longo o trajeto, mais a escolha pesa no bolso.
Para quem faz o mesmo caminho todo dia, ida e volta, a conta deixa de ser detalhe. Um trajeto de 20 minutos repetido duas vezes ao dia, pelos valores do Correio do Estado, custa R$ 15,18 na JET e R$ 21,40 na Whoosh.
O preço de uma viagem engana; o preço do mês é que conta.
170 mil viagens em três meses: a cidade já aderiu

A chegada de uma segunda empresa não é por acaso. Segundo o A Crítica, em 02/10/2026, a JET passou de 170 mil viagens desde 07/07/2026, quase 2 mil por dia, com média de 2,1 km por percurso.
O mesmo jornal informa 60 mil pessoas cadastradas, o que a reportagem calcula em 6% da população. A frota da JET subiu de 400 para 600 patinetes, espalhados por 340 pontos.
Trajetos de pouco mais de dois quilômetros dizem muito. Pode ser a ida até o ponto de ônibus, o trecho até o trabalho, a volta da faculdade. O desenho sugere uso de rotina, mais do que passeio de fim de semana.
As regras da JET: 18 anos, 120 kg, 20 km/h e uma pessoa por patinete
Pelo que o A Crítica publicou em 02/10/2026, a JET exige idade mínima de 18 anos, limita a velocidade a 20 km/h, aceita até 120 kg e não permite garupa. Sobre o capacete, a reportagem fala em uso recomendado.
Para a Whoosh, as fontes que acompanhamos não informam ainda a idade mínima nem o limite de velocidade em Campo Grande. Por isso, não vamos supor que as regras sejam iguais às da concorrente. Vale conferir no próprio aplicativo antes da primeira viagem.
E, independentemente da empresa, há uma pergunta que se repete: onde o patinete pode circular? Explicamos a lógica geral em patinete elétrico pode andar na rua?.
O que acontece depois do teste: licitação prevista para 2027

As duas operações estão em caráter de teste. Segundo o A Crítica, o período da JET vai até 15/12/2026, conforme a Agetran. O da Whoosh, pelo Capital News, é de 90 dias.
Depois disso, o Capital News informa que a licitação definitiva está prevista para 2027. Quantas empresas vão ficar, com que preço e em quais bairros, a fonte não informa.
O teste não é só das empresas; é da cidade aprendendo a dividir a rua.
Por ora, o que muda para quem usa é simples: dá para comparar antes de destravar. Olhe o mapa, faça a conta do seu trajeto e escolha com calma. Vamos acompanhar o fim do teste e contar aqui o que a Agetran decidir. E você, já testou as duas?
O que todo mundo compra depois do patinete
Capacete é o primeiro item, e quase nenhum patinete vem com um: Veja capacetes para patinete.
Cadeado é o que permite parar na rua sem perder o patinete: Veja cadeados para patinete.
Bomba e remendo evitam o empurrão de volta para casa: Veja kits de reparo.
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