A Whoosh vai colocar mais R$ 100 milhões no Brasil até dezembro de 2026. O dinheiro se soma aos R$ 340 milhões que a operadora de patinetes compartilhados já investiu desde junho de 2023, segundo a Bloomberg Línea (Marcos Bonfim, 25/09/2026). A meta é dobrar de tamanho em pouco mais de três meses.
Quem viu a Grow e a Lime saírem das calçadas brasileiras tem motivo para desconfiar. Segundo a reportagem, a diferença desta vez está num dado simples: a operação já dá lucro em quase todas as praças. A segunda onda dos patinetes está funcionando onde a primeira quebrou. E a próxima cidade da fila pode ser a sua.
O plano até dezembro
Os números da Bloomberg Línea (25/09/2026) são diretos: sair de 7 para 15 cidades e de 10 mil para 20 mil patinetes até o fim do ano. Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh, disse à reportagem que o aporte já está definido para “dobrar de tamanho até o final do ano”.
Hoje a empresa roda em Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Campos do Jordão e Curitiba, ainda segundo a Bloomberg Línea (25/09/2026). São cerca de 1,8 milhão de usuários no país, com viagem média de 2 km.
Dois quilômetros é pouco para o carro e longe demais para ir a pé com pressa. É o pedaço entre a estação e o trabalho, entre o ponto de ônibus e a faculdade. É nesse trecho curto que o patinete compartilhado vive.
Whoosh contra JET
O canal Análise Rápida – Veículo Elétrico colocou os patinetes de aluguel das duas operadoras lado a lado. O vídeo ajuda a ver, na prática, o que muda de um aplicativo para o outro.
A JET opera com 40 mil patinetes, segundo a Bloomberg Línea (25/09/2026). Fizemos a conta: mesmo que a Whoosh bata a meta de 20 mil em dezembro, ela terá metade da frota da concorrente. Pelos números, o plano de dobrar não coloca a Whoosh na liderança em volume agora. O que ele faz é abrir cidades novas.
Onde as duas se cruzam, a disputa já começou. Em 17/09/2026, Curitiba credenciou a Whoosh como segunda operadora de patinetes, ao lado da JET, como registrou o Plural. Para quem usa, duas empresas na mesma rua quer dizer uma coisa boa: dá para comparar.
As cidades na fila

A próxima frente é o Centro-Oeste. Campo Grande (MS) e Goiânia (GO) aparecem como candidatas, segundo a Bloomberg Línea (25/09/2026). A palavra é essa, candidatas. Nenhuma das duas tem data confirmada.
Conta nossa: de 7 para 15 cidades são 8 praças novas em três meses. A operadora não divulgou a lista completa dessas oito. Por isso, se a sua cidade não apareceu, ainda não quer dizer nada.
Há também um detalhe que diz muito sobre como a empresa escolhe onde entrar. De acordo com a mesma reportagem, o vandalismo costuma se estabilizar depois de 3 meses numa cidade nova. Os primeiros meses são os mais caros. Depois, a frota encontra o seu ritmo.
Por que agora dá lucro
A Whoosh dá lucro em todas as praças, menos Campos do Jordão e Curitiba, segundo a Bloomberg Línea (25/09/2026). Curitiba foi credenciada só em setembro e pode estar ainda dentro daquela janela de três meses em que o patinete sofre mais na rua.
A reportagem não detalha a margem de cada cidade, e não vamos inventar esse número. O que os dados mostram é um negócio que aprendeu com quem veio antes. A primeira onda quebrou. Esta cresce cidade por cidade, com lucro em cinco das sete praças atuais.
Para nós, esse é o ponto mais interessante da notícia. Durante anos, patinete compartilhado virou sinônimo de empresa que some. Agora uma operadora fala em dobrar, com lucro na maior parte do mapa.
O que muda para quem usa

Mais patinetes significa mais chance de achar um perto de você na hora em que precisa. Nas cidades onde já opera, a meta de 20 mil unidades tende a encurtar a caminhada até o patinete livre mais próximo. Nas novas, a vida muda de verdade: um trajeto que hoje é ônibus lotado ou corrida de aplicativo ganha outra opção.
E o preço? A operadora informa no aplicativo o valor do desbloqueio e do minuto em cada cidade. Não há tabela única publicada na reportagem, então vale abrir o app antes de trocar a rotina.
Se o patinete compartilhado chegasse amanhã à sua cidade, ele substituiria qual trajeto do seu dia?
O que todo mundo compra depois do patinete
Capacete é o primeiro item, e quase nenhum patinete vem com um: Veja capacetes para patinete.
Cadeado é o que permite parar na rua sem perder o patinete: Veja cadeados para patinete.
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