Campo Grande dá mais 90 dias aos patinetes da JET, e esta é a última volta do teste

Quem se acostumou a destravar um patinete pelo celular para ir ao trabalho em Campo Grande pode respirar: o serviço continua. Mas o recado que veio junto com a notícia é outro, e vale prestar atenção nele.

A Prefeitura de Campo Grande publicou no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a prorrogação por mais 90 dias da autorização da Jetshr, a empresa por trás dos patinetes e bicicletas elétricas compartilhados da JET. A informação está no comunicado oficial da prefeitura publicado em 14/10/2026. Segundo a própria prefeitura, a autorização segue “precária e experimental”, ou seja, sem garantia de que o serviço fique depois do prazo.

O que a prefeitura decidiu, ponto a ponto

A prorrogação se apoia na Portaria nº 04/2026 da Agetran, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito, e mantém as condições da autorização original, conforme o texto da prefeitura de 14/10/2026.

O novo período vai de 28 de setembro a 26 de dezembro de 2026, segundo reportagem do Campo Grande News de 14/10/2026. A autorização inicial foi assinada em 30 de junho e publicada em 2 de julho, com 90 dias de teste e direito a uma única prorrogação de igual período. Na prática, a JET chega ao limite de 180 dias previsto no documento original.

O patinete ficou, mas com data marcada para a prova final.

Por que o teste ainda não virou regra

Se você nunca usou um patinete compartilhado e quer entender como funciona o aluguel pelo aplicativo, este vídeo mostra o passo a passo e os cuidados:

A fase experimental existe para a Agetran medir três coisas: o volume de uso, os conflitos entre usuários e as ocorrências de segurança viária. A ideia é que esses dados embasem a regulamentação definitiva do serviço, de acordo com o Campo Grande News de 14/10/2026. O problema é que o extrato publicado não traz número de viagens, de usuários nem de acidentes. Ou seja, quem usa ainda não sabe como o serviço está sendo avaliado.

O teste acontece na malha cicloviária da cidade, com mais de 135 km de ciclovias e ciclofaixas, segundo a mesma reportagem. Para nós, esse é o dado que mais pesa: patinete compartilhado só funciona bem onde existe ciclovia de verdade, e Campo Grande tem rede suficiente para o teste dizer alguma coisa.

Agora são duas empresas na mesma vitrine

Patinetes elétricos compartilhados estacionados em fila numa faixa pintada ao lado de uma praça, com uma senhora caminhando na calçada livre
Estacionar no lugar certo é uma das regras que a Agetran mais reforça no período de teste.

A JET não está mais sozinha. Em 2 de outubro de 2026, a Agetran autorizou a Whoosh a operar 980 patinetes, também em caráter experimental por 90 dias, começando por seis bairros: São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano. A tarifa anunciada foi de R$ 0,90 para desbloquear e a partir de R$ 0,49 por minuto, segundo o Campo Grande News de 02/10/2026. Comparamos os preços das duas em por que o minuto do patinete não custa o mesmo nas duas empresas.

No mesmo dia, o diretor-presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, já tinha antecipado a decisão desta semana: “vamos prorrogar por mais 90 dias”, disse ao Campo Grande News. Ele também indicou que a licitação para implantar o serviço de vez deve sair no início de 2027.

Concorrência é boa para o bolso, mas só se a regra for a mesma para todos.

O que muda para quem usa no dia a dia

Na prática, nada muda até 26 de dezembro, porque a prorrogação mantém as condições da autorização original, segundo a prefeitura em 14/10/2026. Seguem valendo as regras de uso que a Agetran divulgou na campanha educativa com a JET: uso só por maiores de 18 anos, uma pessoa por patinete, respeito à sinalização e prioridade ao pedestre, além de estacionar no lugar certo ao fim da viagem. O capacete é recomendado, não obrigatório.

O estacionamento é o ponto sensível. A cidade já aprovou uma lei contra o patinete largado no meio do caminho, que explicamos em a lei de Campo Grande contra patinete e bike abandonados na calçada. E se você ainda tem dúvida sobre a proteção, mostramos o que diz a legislação em se o patinete elétrico exige capacete. Para quem quer um com boa ventilação e luz traseira, vale olhar um capacete patinete eletrico.

Alugar ou ter o seu?

Homem de capacete para ao lado de um patinete elétrico numa ciclofaixa vermelha e confere o celular, pensativo
Com o serviço em teste até dezembro, muita gente começa a fazer a conta de ter o próprio patinete.

Um serviço que pode sair da cidade daqui a dois meses faz muita gente fazer a conta. Quem pega o patinete todo dia para o mesmo trajeto começa a se perguntar se não compensa ter o próprio, sem depender de aplicativo nem de prazo da prefeitura.

Se essa dúvida bateu, analisamos um dos modelos mais procurados por quem dá esse passo em o patinete Segway Ninebot Max G2 é bom?, com ficha técnica, autonomia declarada pelo fabricante e o que observar antes de comprar.

Quem depende de um prazo da prefeitura para chegar ao trabalho começa a pensar no próprio patinete.

Já vimos o patinete compartilhado chegar, sumir e voltar em outras capitais. Em Campo Grande, a resposta vem até o fim de dezembro. Siga a gente para saber o que a Agetran decidir e conte: você usa o patinete por aplicativo na cidade, ou prefere ter o seu? Em Salvador, o modelo já passou de 1 milhão de viagens: os patinetes de Salvador bateram 1 milhão de viagens.

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