Fiscalização remove 11 elétricos em Balneário Camboriú

A fiscalização de trânsito de Balneário Camboriú (SC) tirou de circulação 11 veículos elétricos entre o sábado, 31 de outubro, e o domingo, 1º de novembro de 2026. Foram nove autopropelidos e dois ciclomotores, levados ao pátio por condução agressiva, circulação na calçada, falta de registro e uso da pista de carros onde havia ciclovia.

O balanço foi publicado pelo BC Notícias em 2 de novembro, com foto de divulgação da prefeitura (crédito SSPBC). Lemos a reportagem e voltamos às regras que valem na cidade desde 2025.

O que a fiscalização encontrou no fim de semana

Segundo o BC Notícias (02/11/2026), o sábado começou na Avenida Atlântica, onde uma equipe que apoiava a Guarda Municipal removeu um ciclomotor sem registro que circulava sobre a calçada. Na Avenida Alvin Bauer, esquina com a Rua 57, um condutor de autopropelido foi autuado por andar de forma agressiva entre os carros, e o equipamento foi para o pátio.

Na madrugada de domingo, depois de denúncias, os agentes foram ao Calçadão da Avenida Central, onde havia elétricos circulando entre pedestres. Saíram dali um ciclomotor sem registro e um autopropelido conduzido de forma agressiva na calçada. De manhã, dois autopropelidos foram removidos na Marginal Oeste por rodarem na pista dos veículos motorizados, apesar de existir ciclovia no trecho. À noite, mais quatro foram recolhidos na região central, todos com condutores autuados por condução agressiva.

A reportagem não informa o valor das multas nem quantos autos foram lavrados no total. A fiscalização disse ao jornal que as abordagens fazem parte de ações contínuas, e as denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.

A calçada do calçadão não é atalho: é onde o elétrico vira infração.

Balneário Camboriú já tinha regra própria para elétricos

O fim de semana não foi a primeira operação do tipo. A cidade regula o assunto pela Lei Municipal 4.983/2025, resumida pelo BC Notícias em 25 de janeiro de 2025. Pela lei, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual limitados a 32 km/h usam ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota, ou a lateral direita da via quando não houver espaço para bicicleta, sempre a até 20 km/h. Ficam proibidos em vias com limite acima de 50 km/h e nas áreas de pedestres, por onde só podem passar empurrados.

O ciclomotor segue outra lógica: anda na pista, com as regras do Código de Trânsito para motos, e não pode usar ciclovia nem calçada.

Em abril de 2026, a prefeitura reforçou a fiscalização nas áreas de maior movimento. Segundo o Notícia Já (20/04/2026), o BC Trânsito usou como base o Decreto 12.547/2025, que fixa 20 km/h para autopropelidos em todo o município, e o parecer 411/2025 do Cetran. No primeiro dia daquela operação, 19 de abril, também foram removidos 11 veículos, nove autopropelidos e dois ciclomotores.

O que diz a lei nacional sobre condução agressiva

Agente de trânsito de colete conversa com um rapaz parado com o patinete elétrico numa praça
Condução agressiva e calçada levam o patinete ao pátio, pelo artigo 255 do Código de Trânsito.

A Resolução 996 do Contran, de 15 de junho de 2023, define o patinete elétrico como autopropelido, com motor de até 1.000 W e velocidade de fabricação de até 32 km/h, e manda aplicar a ele as regras de circulação da bicicleta. Na prática, isso leva o patinete ao artigo 255 do Código de Trânsito, que pune quem conduz em passeio onde não é permitido ou de forma agressiva.

A infração é média, com multa e remoção do veículo, que foi exatamente o que aconteceu em Balneário Camboriú. Pelo artigo 258 do Código, a multa média custa R$ 130,16, valor em vigor desde a Lei 13.281, de 2016. O resumo das penalidades que mais aparecem nas blitze está no nosso guia de multas para autopropelido.

Quem anda acima do limite também corre outro risco: o patinete que passa de 32 km/h ou ganha banco pode deixar de ser autopropelido, como explicamos no texto sobre o patinete elétrico com banco que vira ciclomotor.

Na orla cheia, 20 km/h é teto, e o pátio é o preço de esquecer isso.

Como a gente rodaria pela orla de BC

A gente usaria a ciclovia da Avenida Atlântica e da Marginal Oeste em vez da pista dos carros, mesmo quando a ciclovia parece lenta. No Calçadão da Avenida Central, desceria do patinete e empurraria. E manteria o velocímetro abaixo de 20 km/h em toda a cidade. A regra de cada espaço, calçada, ciclovia e rua, está no guia sobre a velocidade máxima do patinete na calçada, na ciclovia e na rua.

Para quem vai comprar, vale escolher um modelo que já sai de fábrica dentro do limite de 32 km/h e com velocímetro no painel. Comparamos opções com preço visto em loja na lista dos melhores patinetes elétricos até R$ 3 mil. O capacete também entra na conta, e uma busca por capacete para patinete elétrico na Amazon ou no Mercado Livre mostra o que está à venda agora.

O que acompanhar daqui para frente

Mulher de capacete anda de patinete elétrico na ciclovia do canteiro central de uma avenida com palmeiras
Onde há ciclovia, o lugar do patinete é nela, e não na pista dos carros.

Vamos acompanhar se a prefeitura divulga o número total de autos de infração e se a temporada de turistas traz mudança na fiscalização ou nos pontos de estacionamento de patinetes.

Voltamos ao assunto quando houver novidade. E você, que mora ou passa as férias em Balneário Camboriú, sente que a orla ficou apertada para pedestre, bike e patinete ao mesmo tempo? Conte para a gente.

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