AIMA X6: scooter elétrica de R$ 23.990 rende 80 km e exige CNH

A revista Motociclismo Online publicou em 3 de setembro de 2026 o teste da AIMA X6 e confirmou o preço: R$ 23.990 com duas baterias. Nós lemos a avaliação inteira e conferimos a página do fabricante. O que chama atenção não é só o valor. É que, com 3.000 W e 90 km/h declarados, essa scooter não entra em nenhuma das categorias que dispensam placa e habilitação.

O que o teste da Motociclismo Online confirmou

Segundo o teste de 03/09/2026, a X6 sai por R$ 23.990 com duas baterias de 60 V e 29 Ah, chave de presença, alarme, carregador e bauleto. A potência é de 3.000 W, a velocidade máxima declarada é de 90 km/h e a autonomia chega a até 80 km. A recarga completa leva de 6 a 7 horas, e as rodas são de 12 polegadas.

A revista destacou como pontos fortes o silêncio e a manobrabilidade no trânsito urbano. Nas limitações, citou aclives fortes, o cavalete que raspa em curva e o desempenho em vias rápidas.

Vale lembrar que a X6 não é lançamento. A linha da AIMA foi apresentada no Brasil no Festival Interlagos, em junho de 2025, junto com a X6 Pro, a A7, a Mini Kuyan (a partir de R$ 5.000) e a Bliss (R$ 11.990), conforme a própria Motociclismo Online noticiou na época.

Onde a X6 cai na lei e como está o mercado de scooters

O canal Mobilidade por Paulo Magalhães mostra, na prática, os pontos fracos da versão X6 Pro, irmã da X6.

Pela Resolução 996 do Contran, resumida pelo Detran-SP, o equipamento autopropelido vai até 1.000 W e 32 km/h e não precisa de placa. O ciclomotor vai até 4.000 W e 50 km/h e exige placa, além de CNH A ou ACC. Acima disso, é motoneta: placa e CNH categoria A. A X6 declara 90 km/h, o que a tira das duas primeiras caixas. Conferimos a página da AIMA: o fabricante não declara a categoria nem a potência nominal, apenas os 3.000 W do motor.

O contexto ajuda a entender o preço. Segundo o levantamento do motoseletricasbr.com.br, há mais de 30 modelos de scooter elétrica à venda no Brasil, de R$ 8.990 a R$ 54.390. E o segmento cresce: as motos elétricas emplacadas subiram 85% no ano, segundo a Fenabrave, em dados de 3 de setembro de 2026.

O que muda para quem pensa em rodar com ela

Na prática, o custo não termina nos R$ 23.990. Entram emplacamento, licenciamento, IPVA conforme a regra do estado e capacete. É a mesma lista de uma motoneta 125 a combustão, que hoje disputa a mesma faixa de preço. Não estamos indicando compra de uma nem de outra; só apontamos que a conta precisa incluir tudo isso.

A autonomia de até 80 km é a declarada. Peso do condutor, relevo e velocidade constante derrubam esse número, e o próprio teste apontou dificuldade em aclives fortes. A recarga é só em tomada comum, com a bateria removível, o que resolve para quem tem garagem e complica para quem estaciona na rua. Se a dúvida é justamente quais modelos escapam dessa burocracia, veja quais elétricas de fato dispensam CNH.

O que vamos acompanhar

Três pontos ficam no radar. O primeiro é a rede de concessionárias e a garantia da AIMA, que ainda não medimos. O segundo é se o preço com duas baterias se mantém depois das promoções. O terceiro é o desempenho no varejo das irmãs X6 Pro, com 95 km/h declarados, e A7, com 130 km de autonomia declarada.

Quando a scooter elétrica custa o mesmo que uma 125 a combustão e ainda pede placa e CNH, o que pesa mais na sua decisão: o silêncio ou a burocracia?